LIVRO: ESPAÇO URBANO
CORRÊA, R. O espaço urbano. São Paulo: Editora Ática, 2005.
A partir da leitura do livro “espaço urbano” o autor Roberto Lobato Corrêa, começa abordar os seguintes assuntos: o que é espaço urbano? Quem produz o espaço urbano? E processos e formas e espaciais.
No capitulo um sobre o que é o espaço urbano? O autor retrata em termos gerais, o conjunto de diferentes usos da terra justapostos entre si. Tais usos definem áreas como: o centro da cidade, local de concentração de atividades comerciais, de serviço e de gestão;áreas industriais e áreas residenciais, distintas em termos de forma e conteúdo social; áreas de lazer; e entre outras, aquelas de reserva para futura expansão. Este conjunto de usos da terra é a organização espacial da cidade ou simplesmente o espaço urbano fragmentado.
Estes são, por sua vez,o movimento da própria sociedade, da estrutura social, demandando funções urbanos que se materializam nas formas espaciais. A seguir no capitulo dois o autor retrata sobre quem produz o espaço urbano? Que são os agentes sociais e traz especificamente quem são e suas qualificações, dentre eles os proprietários industriais e as grandes empresas comercias são, em razão da dimensão de suas atividades, grandes consumidores de espaço. Eles precisam de terrenos amplos e baratos, com requisitos locacionais pertinentes as atividades de sua empresa junto a portos, vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à população.
Os proprietários de terras atuam em sentido de obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que tenham o uso mais remunerador possível especialmente uso mais remunerador possível especialmente uso comercial ou residencial de status. Estão interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso promotor imobiliários entende-se um conjunto de agentes que realizam parcialmente ou totalmente as seguintes operações: incorporações; financiamento estudo técnica construção ou produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital - dinheiro agora acrescido de lucro. O estado atua na organização espacial da cidade. Atua de forma complexa e variável tanto no tempo como no espaço.
Os grupos sociais excluídos são aqueles que não possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para comprar um imóvel. A estas pessoas restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução conjuntos habitacionais fornecidos pelo agente estatal e favelas. E o autor cita o bairro de Copacabana que desenvolveu através de um acordo feito pelos fundiários, bancos em empresas industriais e comerciais. E o estado fazia-se presente pelos interesses comuns do poder.
No quarto capítulo discorre que os processos e formas espaciais têm relação com a conexão ação humana – tempos – espaço – mudança. E suas respectivas formas são as seguintes; centralização e área central; descentralização e os núcleos secundários; coesão e as áreas sociais; dinâmica social da segregação; inércia e as áreas cristalizadas.
Analisando área central das cidades há relações. Ressalta ainda sobre o processo de centralização, ao estabelecer uma Área Central de modo segmentado, com dois setores: o núcleo central e a zona periférica do centro, caracterizada do século XX. Já o processo de descentralização segundo o autor é bem mais recente do que a centralização.
E está ligado e associando ao crescimento da cidade, tanto em termos demográficos como espaciais, ampliando as distâncias entre a Área Central e as novas áreas residenciais. Falando ainda sobre processos e formas espaciais, há a coesão e as áreas especializadas que é o movimento que leva as atividades á se localizarem juntas, é sinônimo de economia externas de aglomeração.
Mais há frente sobre a segregação e as áreas sociais. Esta por sua vez é definida como sendo uma concentração de tipos de população dentro de lado do território. A segregação residencial é uma expressão de espaço associado às classes sociais. O autor fala que é uma questão de onde e como morar. E ressalta como o Estado, ajuda através de financiamentos e construções. Em relação ao onde morar, os terrenos de maior preço e localidades serão destinados às residências mais inferiores.
O autor aborda sobre a segregação residencial, que é subjacente à ação estatal e está a classe dominante ou algumas de suas frações. A expressão desta segregação da classe dominante é a existência de bairros suntuosos e, mais recentemente, dos condomínios exclusivos e com sistema próprios de vigilância, dispondo de áreas de lazer e certos serviços, entre eles mesmo.
O significado de segregação dito por Corrêa e de forma resumida “significa não apenas um meio de privilégios para a classe dominante, mas um meio de controle e de reprodução social para o futuro”.
Tratando-se dos padrões sociais, existe três: o modelo de Kohl, Burgess e Hoyt. Eles formaram evidências empíricas sobre a distribuição espaciais das classes sociais e suas frações nas cidades.
No presente estudo feito sobre por Corrêa, vemos sua análise feita pelo espaço urbano. Pode ser abordado de diferentes segmentos, tendo dele suas partes separadas. Lembrando sempre que o espaço urbano está em constante transformação, e pode ser explicado, analisado e entendido de vários modos e aspectos gerais. Atualmente é bem mais complexo de ser compreendido. Ira depender de sua localidade e suas organizações.

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